Pesquisadores do CEPID Redoxoma participam de intercâmbio científico no Japão
A professora Sayuri Miyamoto e sete estudantes de seu grupo de pesquisa participaram do Sakura Science Exchange Program, iniciativa da Japan Science and Technology Agency voltada ao apoio a jovens talentos científicos. O programa leva estudantes e pesquisadores estrangeiros ao Japão para visitas de curta duração, oferecendo a oportunidade de vivenciar a ciência e a tecnologia de ponta desenvolvidas no país. O intercâmbio foi realizado em dezembro de 2025.
“Participamos de uma agenda com atividades intensas e extremamente enriquecedoras”, afirmou Miyamoto, professora do Instituto de Química da USP e integrante do CEPID Redoxoma.
O grupo brasileiro foi recebido pelo professor Toshiyuki Nakamura, da University of Okayama, pesquisador anfitrião do programa, que esteve no laboratório da docente brasileira em 2022. Durante a semana, os participantes tiveram contato direto com técnicas experimentais avançadas e interagiram com pesquisadores japoneses.
A programação científica incluiu dois dias de demonstrações experimentais e treinamento prático em técnicas de eletrofisiologia, como patch clamp, e de imageamento por microscopia de fluorescência. Também foi realizado um seminário acadêmico com a participação de pesquisadores convidados, entre eles o professor Junji Terao, ex-supervisor de Miyamoto, no qual os estudantes brasileiros apresentaram seus trabalhos.
As atividades culturais incluídas na agenda contemplaram visitas ao Jardim Korakuen e à cidade histórica de Kurashiki, em Okayama, assim como a Itsukushima e ao Memorial da Paz, em Hiroshima. Por meio dessas experiências, o programa reforça seu objetivo de fomentar a cooperação científica e o intercâmbio cultural entre os participantes.
Criado em 2014, o Sakura Science Exchange Program promove visitas de curta duração a universidades e centros de pesquisa japoneses com o objetivo de acelerar a circulação internacional de talentos, estimular colaborações contínuas entre instituições japonesas e estrangeiras e consolidar redes globais de pesquisa de longo prazo. Desde sua criação, o programa já recebeu milhares de estudantes e pesquisadores, inicialmente da Ásia e, a partir de 2021, de todas as regiões do mundo.

