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Ohara Augusto recebe Prêmio Rheinboldt-Hauptmann 2018

Autores: Maria Célia Wider

06/11/18
Cientista é reconhecida por pesquisa em Biologia Redox

Ohara Augusto recebe Prêmio Rheinboldt-Hauptmann 2018A cientista Ohara Augusto, professora do Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da USP, recebeu o Prêmio Rheinboldt-Hauptman 2018 pela excelência de suas contribuições científicas e acadêmicas. O prêmio é concedido pelo Instituto de Química da USP e foi entregue em cerimônia realizada ontem (5 de novembro).

“Sinto-me honrada em receber este prêmio, que adquiriu prestígio por sempre homenagear químicos e bioquímicos brasileiros reconhecidos no país e no exterior”, afirmou a cientista.

“Para nós, é um orgulho premiar hoje uma mulher, esperamos que o exemplo de sucesso e competência científica e acadêmica da professora Ohara Augusto sirva de inspiração para jovens estudantes que estejam inclinadas a seguir a carreira científica”, destacou o diretor do Instituto de Química, Paolo Di Mascio, na cerimônia que contou com a presença do pró-reitor de Pós-Graduação da USP, Carlos Gilberto Carlotti, Jr.; do vice-diretor do IQ, Pedro V. de Oliveira; do chefe do Departamento de Bioquímica, Maurício S. Baptista; do chefe do Departamento de Química Fundamental, Josef W. Baader; além de docentes, funcionários, alunos, ex-alunos e convidados.

Em sua conferência, intitulada “Vida, saúde e doença: uma complexa dança de elétrons”, Ohara lamentou a baixa representatividade feminina entre os agraciados com o prêmio. Dentre 32 cientistas premiados, apenas três são mulheres: Blanka Wladislaw, Shirley Schreier e Ohara Augusto. “Conhecendo tantas químicas e bioquímicas extremamente competentes, não posso deixar de colocar que espero que a representatividade feminina neste e em outros prêmios cresça rapidamente nos próximos anos”, afirmou.

Ao traçar o histórico da pesquisa em processos redox, a cientista mostrou a evolução do conceito de radicais livres e oxidantes, que inicialmente eram vistos como deletérios e hoje são considerados mediadores de circuitos fisiológicos e patológicos. E afirmou ter muito orgulho de pertencer ao CEPID Redoxoma. “É um grupo fantástico, que trabalha integradamente para elucidar os mecanismos redox relevantes para a saúde e para a doença. Afinal, os processos redox coreografam a complexa dança dos elétrons em prol da saúde ou da doença”.

Ohara Augusto é professora titular do Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da USP. Sua área de interesse é, desde o doutorado realizado no IQ-USP, em 1975, a bioquímica de oxidantes e radicais livres, bem como aplicação de Ressonância Paramagnética Eletrônica (EPR, na sigla em inglês) em biomedicina.

Com mais de 140 artigos publicados em revistas científicas de prestígio e vários prêmios nacionais e internacionais no decorrer da carreira, atualmente é diretora do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina - CEPID Redoxoma. É também membro titular da Academia Brasileira de Ciências, da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da The World Academy of Sciences (TWAS), e Comendadora da Ordem do Mérito Científico. Foi editora associada do Free Radical Biology and Medicine de 2013 a 2018 e é Fellow da Society for Redox Biology and Medicine (SFRBM).

O prêmio Rheinboldt-Hauptmann foi criado em 1987 e nomeado em homenagem aos Professores alemães Heinrich Rheinboldt e Heinrich Hauptmann, fundadores do Departamento de Química da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, que tiveram papel importante na nucleação do atual Instituto de Química e seus dois Departamentos.

O diretor do IQ-USP, Paolo Di Mascio, Ohara Augusto e o pró-reitor de Pós-Graduação Carlos Gilberto Carlotti Jr.


O diretor do IQ-USP, Paolo Di Mascio, Ohara Augusto e o pró-reitor de Pós-Graduação Carlos Gilberto Carlotti Jr.
Foto: Maria Célia Wider

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