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Daniela Truzzi é premiada no Programa para Mulheres na Ciência 2020

Autores: Maria Célia Wider

20 ago, 2020
 

A professora Daniela Truzzi, do Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da USP e do CEPID Redoxoma, foi uma das sete vencedoras do Programa para Mulheres na Ciência 2020, promovido pela L’Oréal Brasil, em parceria com a UNESCO no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). O programa tem como objetivo “transformar o cenário científico por meio do empoderamento feminino”. Citando um post da organização L’Oréal-UNESCO Para Mulheres na Ciência, “o mundo precisa da ciência e a ciência precisa de mulheres!”

“A importância desse prêmio é a visibilidade que ele traz, não só no nosso meio, mas também para a sociedade, para mostrar para as pessoas como estamos trabalhando, que as mulheres fazem ciência. Um dos objetivos do prêmio é mostrar para as meninas que é possível as mulheres serem cientistas. É essa questão do exemplo e do fato de poder chegar realmente para a sociedade e mostrar o que você está fazendo” afirmou Truzzi.

De acordo com o site do prêmio, a cada ano, os quatorze membros do júri do programa selecionam trabalhos com potencial de encontrar soluções para importantes questões ambientais, econômicas e de saúde. Truzzi foi contemplada na categoria Ciências Químicas por seu trabalho com o óxido nítrico. “O projeto é entender como o óxido nítrico se comporta no meio biológico e mais especificamente estudar uma classe de metabólitos dele, que são os Dinitrosilos Complexos de Ferro (DNIC)”, explica a pesquisadora. O óxido nítrico é um radical livre gasoso produzido naturalmente por nosso organismo. Ele está envolvido em vários processos fisiológicos e patológicos e desempenha papéis importantes na vasodilatação, na inflamação e na resposta imune.

Este ano, o óxido nítrico também inspirou o projeto de outra cientista contemplada com o prêmio. Fernanda Farnese, do Instituto Federal Goiano, desenvolveu um método para preservar plantações de soja em períodos de seca, que consiste em aspergir substâncias produtoras do gás sobre as folhas da planta. “O óxido nítrico altera o metabolismo da planta, intensificando mecanismos de defesa e, dessa forma, aumentando a tolerância à seca. Constatamos um crescimento de 60% na produtividade da soja”, afirmou ela.

https://www.paramulheresnaciencia.com.brAs vencedoras vão receber uma bolsa no valor de 50 mil reais e entram para o time de mais de 100 mulheres cientistas promissoras já contempladas pelo programa. “O prêmio vem no início da minha carreira como cientista. Passei no concurso [IQ-USP] há dois anos e ainda estou sem recursos. Esse prêmio vem num momento muito importante, pois, com a pandemia, os recursos estão muito direcionados à covid-19, então é o primeiro recurso, fora o CEPID Redoxoma, que eu recebo como cientista”.

Truzzi é química e fez mestrado e doutorado em Química Inorgânica. Foi durante o pós-doutorado, no laboratório da professora Ohara Augusto, no IQ-USP, que ela trabalhou o conhecimento da Química Inorgânica na área biológica.

As demais vencedoras são: Vivian Costa, da UFMG; Luciana Tovo, da UFPEL – RS; Andreia Melo, do INCA – RJ; Rita de Cássia, da UFPR; María Amelia Salazar, da UFF.

Mais informações em https://www.paramulheresnaciencia.com.br


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